Quando as pessoas visitam a Casa JOMO pela primeira vez, costumam comentar sobre o edifício.
A arquitetura.
Os jardins.
As paredes turquesa.
As vistas panorâmicas do Rio.
São lindas.
Eles certamente ajudam.
Mas eles não são o negócio.
Aprendi essa lição surpreendentemente rápido.
Quando me mudei para o Brasil, não estava à procura do imóvel mais luxuoso.
Eu estava procurando um lugar onde as pessoas pudessem sentir algo.
O prédio nos deu uma base.
Todo o resto contribuiu para a experiência.
As obras de arte locais.
Os cafés da manhã caseiros.
As conversas silenciosas.
A vizinhança.
A sensação de que os hóspedes não estavam simplesmente visitando o Rio — eles estavam vivendo dentro dele.
A hospitalidade tem o poder de nos lembrar que belos edifícios estão por toda parte.
O que não está em todo lugar é o sentimento de pertencimento.
Os hóspedes não escrevem avaliações elogiosas apenas porque sua escadaria é bonita.
Eles escrevem essas mensagens porque alguém se lembrou do nome deles.
Porque o café da manhã os fazia lembrar de casa.
Porque eles dormiram melhor do que nos últimos meses.
Porque se sentiram compreendidos.
Os edifícios envelhecem.
Os móveis são substituídos.
A tinta desbota.
As experiências se transformam em memórias.
Essas memórias se transformam em recomendações.
Por isso acredito que a hotelaria boutique é fundamentalmente um negócio de pessoas.
O edifício cria o ambiente.
As pessoas criam a história.
Às vezes, quem aspira a ser proprietário passa anos esperando pelo imóvel perfeito.
A reforma perfeita.
A vista perfeita.
Enquanto isso, eles adiam o aprendizado das habilidades que realmente importam.
Criando experiências.
Construindo confiança.
Compreender os hóspedes.
Desenvolvendo uma marca.
Ouvindo com atenção.
Essas são as coisas que os hóspedes realmente lembram.
Quando me perguntam como construir um hotel boutique de sucesso, raramente começo pela arquitetura.
Começo com um propósito.
Porque, se você entender exatamente como deseja que os hóspedes se sintam, tomará decisões melhores sobre cada quarto, cada café da manhã, cada conversa e cada experiência que criar.
O edifício pode servir de porta de entrada para o seu negócio.
Mas isso nunca será da sua conta.