Quando as pessoas pensam no Rio de Janeiro, geralmente imaginam praias famosas, pontos turísticos icônicos e paisagens de cartão-postal.
Eles não estão errados.
O Rio tem todas essas coisas.
Mas quando decidimos construir a CasaJOMO, não estávamos procurando o bairro mais movimentado ou as maiores atrações turísticas.
Estávamos procurando algo muito mais difícil de encontrar.
Estávamos em busca de autenticidade.
Essa busca nos levou a Santa Teresa.
Situada nas colinas acima do Rio, Santa Teresa parece um mundo à parte. O bairro é repleto de casas históricas, ruas estreitas de paralelepípedos, cafés locais, galerias independentes, ateliês de artistas e vizinhos que ainda se cumprimentam na rua. Não era simplesmente um lugar para abrir uma pousada — era o tipo de comunidade que queríamos que nossos hóspedes vivenciassem.
Quando as pessoas ouvem a palavra "luxo", geralmente pensam em saguões de mármore, piscinas infinitas ou móveis caros.
Descobrimos que muitos viajantes estão à procura de algo diferente.
Eles querem se sentir conectados.
Conectado a um bairro.
Conectado com a população local.
Conectado a uma cultura que ainda parece genuína.
Para nós, luxo significava ver os hóspedes descobrirem um café escondido que não estava listado em nenhum guia turístico.
A iniciativa passou a ser apresentá-los a artistas locais, cujas obras agora decoram nossa pousada.
A conversa durante o café da manhã se estendeu por muito mais tempo do que qualquer um esperava.
Um dos pontos que Sarah Riley destacou durante nossa conversa foi o nosso café da manhã.
As pessoas costumam mencionar isso em suas avaliações.
É claro que eles apreciam as frutas frescas, os pratos caseiros e os sabores brasileiros.
Mas, com o tempo, percebi que o café da manhã não era memorável apenas pela comida.
Foi memorável porque fez as pessoas diminuírem a velocidade.
Os convidados se conheceram.
Eles compartilharam histórias de viagens.
Eles fizeram perguntas sobre o Brasil.
Algumas manhãs se transformavam em conversas de uma hora entre completos estranhos.
A mesa do café da manhã, discretamente, tornou-se parte da experiência.
Uma lição que aprendi é que a autenticidade não é algo que se cria da noite para o dia.
Ela nasce de relacionamentos, mesmo que sejam situacionais como este.
Desde conhecer artistas locais.
Apoiar os negócios locais.
Aprendendo os ritmos da comunidade.
Recomendo aquele pequeno restaurante onde o dono já sabe o seu nome.
Os hóspedes reparam nesses detalhes.
Não porque sejam luxuosas.
Porque são reais.
Qualquer pessoa pode reservar um quarto de hotel.
O que muitos viajantes realmente guardam na memória é como um lugar os fez sentir.
Para nós, esse sentimento vem de apresentar às pessoas o bairro pelo qual nos apaixonamos.
A arquitetura.
A música.
O povo.
As conversas.
Os cafés da manhã.
Um ritmo de vida mais lento.
Esses elementos não se limitam a melhorar a experiência do hóspede.
Eles representam a experiência do hóspede.
Se você busca um lado mais tranquilo e autêntico do Rio de Janeiro, Santa Teresa pode se tornar a sua descoberta favorita.